Má Despesa Pública
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Quarta-feira, 19 de Junho de 2013
“Se seu filho adoecer leve ele pró estádio”
Terça-feira, 18 de Junho de 2013
Santo António devolveu-nos a Democracia?
Por
Marcelo Moriconi, investigador principal da TIAC
Marcelo Moriconi, investigador principal da TIAC
Bárbara Rosa,
blogue Má Despesa Pública e membro da TIAC
O Santo António
chegou com presentes para aqueles que vivem a preocupação e agem pela
transparência e integridade na gestão pública. Além de sardinhas e manjericos,
cervejas (demais) e bailaricos, o santo trouxe uma promessa do ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel
Poiares Maduro: os
relatórios da Inspecção-Geral de Finanças (IGF) feitos às autarquias vão
continuar a ser públicos, ao contrário do que definiu o ministro das Finanças,
Vítor Gaspar. Estas palavras merecem um brinde (mais um). Congratulamos o Parlamento e o
ministro pela decisão acertada.
Ora
bem, promessas e palavras não são acções, e aí estão o amor e o matrimónio para
verificar a diferença de conceitos. Mas as palavras foram ditas, e na esperança
de resoluções concretas, o Governo merece, para já, uma palmada nas costas e
uma carta de credibilidade (só uma).
A
Transparência e Integridade Associação Cívica (TIAC) e o blogue Má Despesa
Pública (MDP) têm questionado a política restritiva de informação pública e
criticaram com dureza a decisão de não permitir a consulta pública dos relatórios de inspecção às autarquias, acompanhada da
pretensão de divulgar um resumo de não mais de 30 linhas. Isto aconteceu por
decisão do ministro das Finanças, em consequência da integração da
Inspecção-Geral da Administração Local (IGAL) na IGF, anunciada em Setembro de
2011. Desde 1995 que o acesso aos
relatórios (completos) das acções de inspecção às câmaras municipais, juntas de
freguesia e empresas municipais era livre para qualquer cidadão.
Agora, seguindo uma
recomendação unânime do Parlamento, o ministro Poiares Maduro garantiu que os
relatórios voltariam a estar disponíveis para consulta popular. Como se vê, foi
necessária uma recomendação parlamentar para que o governo cumprisse a lei de
acesso à informação da gestão pública (municipal), o que não é mais do que uma
obrigação democrática. A TIAC sempre defendeu que o acesso à informação faz
parte da Declaração dos Direitos Humanos e implica um esforço para tornar as
actividades governamentais mais transparentes e credibilizar a política
institucional. O MDP tem mostrado que está em causa um direito constitucional
intimamente relacionado com o poder-dever de participação dos cidadãos na
gestão pública, tendo em vista contribuir para aperfeiçoar a nossa democracia.
O ministro
quer «uma diferenciação clara» entre «as autarquias com boas e más contas»,
promovendo uma maior transparência. Nesta altura, também valem umas palavrinhas
para os cidadãos, pois nem sempre a coisa é tão simples como o ministro refere.
Apesar da transparência governativa ser um valor fundamental da boa governação,
muitos cidadãos não estão realmente preocupados com ela. Nem com a corrupção.
Boas contas não significam necessariamente menos corrupção. Muitos autarcas
“corruptos” sabem fazer as contas para que batam certas… E o povo muitas vezes
não faz da transparência e da clareza de contas a sua principal variável da boa
gestão pública.
No entanto, este é o caminho certo – ainda bem que
mudaram de ministro. Mas tem de ser um caminho de acções, e não de simples
palavras. Entretanto, pode ser que lá pelo S. João a IGF responda à TIAC e ao
Má Despesa Pública, que há meses pediram acesso aos relatórios de inspecção às
autarquias. Continuamos à espera que a lei se cumpra.
Este texto também está publicado no blogue Às Claras da responsabilidade da TIAC.
Segunda-feira, 17 de Junho de 2013
Cavaco Silva: “Duvido que outro país tenha mais transparência e escrutínio do que em Portugal”
Em entrevista à EuroNews, o Presidente da República, quiçá apenas com o intuito de passar uma imagem idílica do país no estrangeiro, disse a dado momento que “os governantes, hoje em Portugal, são objecto de um escrutínio permanente por parte da comunicação social – e ainda bem – por parte da opinião pública. Eu duvido que noutro país tenha mais transparência e escrutínio do que aquele que se verifica neste momento em Portugal”. Ora, como qualquer leitor frequente do Má Despesa saberá, infelizmente, esta frase não corresponde à verdade.
1. Segundo o Índice de Percepção da Corrupção de 2012, Portugal ocupa o 33º lugar e na Europa Ocidental tem apenas atrás de si a Itália e a Grécia. Em 2000 o país estava num lugar bem melhor: 23ª posição. Em apenas uma década, Portugal desceu 10 posições. Como refere Paulo Morais, vice-presidente da TIAC, “nenhum país do mundo teve uma degradação tão grande na transparência numa década”.
2. Depois, o próprio Presidente da República não dá o exemplo ao nível da transparência. A Presidência da República continua a não publicar os seus contratos e despesas detalhadas. No portal Base, por exemplo, não se encontra qualquer despesa de Belém. O Má Despesa denunciou esta situação no ano passado e destacou-a no livro "Má Despesa Pública" como um caso de falta de transparência nas contas das instituições portuguesas. No site da Presidência da República existia, desde 2011, uma secção chamada Contratos que nunca teve qualquer informação. Este órgão de soberania chegou a garantir à TVI24 que a situação iria ser corrigida. Como a Presidência nunca mostrou interesse em partilhar essa informação, a secção foi entretanto apagada.
Sexta-feira, 14 de Junho de 2013
A sede de obra não serena
Já se sabe que a torneira dos fundos nacionais e europeus não se fecha quando toca a construir. O algarvio concelho de Vila do Bispo tem 5.258 habitantes (CENSOS 2011). O município lançou concurso público para a construção do centro educativo comunitário multisserviços de Budens. O valor da empreitada são 1,5 milhões de euros, mais IVA, e conta com comparticipação de fundos europeus. "O Centro Educativo será construído no sítio do Picarral, em Budens, e tem uma área de implantação de 2 045,75m2. (...) O futuro edifício será constituído por seis salas para o ensino básico (1.º ciclo) e duas salas para Jardim de Infância e, ainda, uma sala polivalente, tendo por base a população escolar de 194 utentes, acrescido de professores e funcionários não docentes", lê-se no Jornal de Monchique.
Quinta-feira, 13 de Junho de 2013
Gente sem medo
Paulo Morais, é um deles. Vice-presidente da TIAC- Transparência e Integridade, Associação Cívica, é uma das vozes mais austeras contra a corrupção. Acabou de lançar um livro ("Da corrupção à crise, que fazer?") onde defende o combate à corrupção como a principal saída para a crise. E não poupa ninguém: "Vítor Gaspar personifica, nos governos de Passos Coelho, a imagem do pequeno Salazar. (...) Salazar transmitiu a ideia à opinião pública portuguesa de que um líder deve ser sisudo, austero, maldisposto, competente e materialmente sério. (...) Nada mais falso: Oliveira Salazar seria materialmente sério, mas intelectualmente desonesto. À sua sombra, os grupos económicos portugueses sugaram os miseráveis dos portugueses durante décadas." É assim que Paulo Morais começa por acusar os ex-ministros das finanças deste país que permitiram que os maiores grupos económicos tenham engordado à custa dos impostos dos portugueses. Sem papas na língua, tal como o país precisa. Vale a pena ler o livro.
Quarta-feira, 12 de Junho de 2013
Mogadouro e as capelas mortuárias
O concelho de Mogadouro, no distrito de Bragança, tem 9.542 habitantes (CENSOS 2011). No início do mês, a câmara municipal de Mogadouro lançou o concurso público da empreitada de construção da capela mortuária pelo preço (inicial) de 480.000,00 €. Em 2009, e pouco antes das eleições autárquicas, já tinha sido inaugurada uma capela mortuária "para a população de Mogadouro e localidades limítrofes", noticiava a rádio Vida Nova.
Terça-feira, 11 de Junho de 2013
Não perca os bailes e lanches dos SSAP
Os Serviços Sociais da Administração Pública-SSAP têm por missão "assegurar a ação social complementar da generalidade dos trabalhadores da Administração Pública, com exceção daqueles que se encontrem abrangidos por outros serviços específicos de idêntica natureza". Entre a vasta acção social destes serviços públicos contam-se várias actividades nos seus cinco Centros de Convívio que vão desde a podologia ao tricot e crochet, passando pelas artes decorativas, sem dispensar os lanches, passeios, visitas culturais, almoços de convívio e as festas e bailes. "Estas atividades, com exceção dos passeios, almoços e algumas visitas culturais, são gratuitas". Os SSAP têm o seu próprio "Inatel", dispondo de pousadas, estalagens e até de apartamentos para os seus beneficiários. Tudo a preços controlados. De entre os vinte e oito refeitórios que colocam à disposição dos seus beneficiários, um deles deve estar em péssimo estado de conservação.É que os SSAP abriram concurso público para a empreitada de remodelação do refeitório nº 11 que funciona nas instalações do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAMPMEI), por um preço (inicial) de 300 mil euros.
Segunda-feira, 10 de Junho de 2013
Belém deixa Elvas em branco
Já se sabe que este ano as comemorações do 10 de Junho decorrem em Elvas. A autarquia levou a cerimónia tão a peito que notificou os proprietários dos edifícios do centro histórico para pintarem as fachadas dos prédios de cor branca. Alguns moradores receberam uma carta, outros foram surpreendidos com um edital afixado na porta, fixando-lhes o prazo de 15 dias para actuarem, relatou o jornal Sol. Os proprietários incumpridores ficavam sujeitos ao pagamento da factura apresentada pela autarquia e, eventualmente, a coima. As fortificações de Elvas foram classificadas como Património Mundial da UNESCO há cerca de um ano. Este ano, o "zelo" municipal acordou de rompante «tendo em vista as comemorações do Dia de Portugal». Sucede que, segundo noticia o jornal, os edifícios classificados estão isentos de IMI para poder ser exigível que os proprietários cumpram as especiais exigências de conservação daqueles edifícios. Ou seja, segundo o deputado municipal Tiago Abreu, «a Câmara não pode obrigar as pessoas a pintar as casas e ao mesmo tempo a pagar IMI». Mas o presidente da autarquia alega que continua a cobrar IMI porque está "a cumprir formalismos" e"à espera de receber o certificado da UNESCO." Ao que parece, mudam-se os tempos, mas não se mudam as vontades.
Sexta-feira, 7 de Junho de 2013
«Má Despesa Pública» na Feira do Livro de Lisboa
Está a chegar ao fim mais uma edição da Feira do Livro de Lisboa, no Parque Eduardo VII, com os autores da Alêtheia a participarem nas sessões de autógrafos nos stands D34 e D36. Os autores do livro «Má Despesa Pública» também estarão presentes no domingo. Ficamos à vossa espera.
Sábado, 8 de Junho, 16 horas
Ana Cabrera, coordenadora de «Censura nunca Mais! A Censura ao Teatro e ao Cinema no Estado Novo»
Teresa Rebelo, autora «Teresa d'Edla, a Cantora de Ópera Quasi Rainha de Portugal»
Isabel Gouveia, autora de «Na Voz da Esperança há Lágrimas»
Domingo, 9 de Junho, 16 horas
José Milhazes, autor de «Golpe Nito Alves e Outros Momentos na História de Angola vistos do Kremlin»
Bárbara Rosa e Rui Oliveira Marques, autores de «Má Despesa Pública»
José Manuel Fernandes, autor de «Era uma vez a Revolução»
Armanda Menezes, autora da colecção «História de Portugal para Miúdas e Miúdos»
10 de Junho, Dia de Portugal, 16 horas
Zita Seabra e P. Gonçalo Portocarrero de Almada, autores de «Auto-de-Fé - A Igreja na Inquisição da Opinião Pública»
Sábado, 8 de Junho, 16 horas
Ana Cabrera, coordenadora de «Censura nunca Mais! A Censura ao Teatro e ao Cinema no Estado Novo»
Teresa Rebelo, autora «Teresa d'Edla, a Cantora de Ópera Quasi Rainha de Portugal»
Isabel Gouveia, autora de «Na Voz da Esperança há Lágrimas»
Domingo, 9 de Junho, 16 horas
José Milhazes, autor de «Golpe Nito Alves e Outros Momentos na História de Angola vistos do Kremlin»
Bárbara Rosa e Rui Oliveira Marques, autores de «Má Despesa Pública»
José Manuel Fernandes, autor de «Era uma vez a Revolução»
Armanda Menezes, autora da colecção «História de Portugal para Miúdas e Miúdos»
10 de Junho, Dia de Portugal, 16 horas
Zita Seabra e P. Gonçalo Portocarrero de Almada, autores de «Auto-de-Fé - A Igreja na Inquisição da Opinião Pública»
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livro
Quinta-feira, 6 de Junho de 2013
A pouca transparência da ERC
Quem são os donos dos meios de comunicação social portugueses? A resposta devia estar no Portal da Transparência - Propriedade dos Media, da responsabilidade da ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social). No entanto, quem acede ao site, apenas fica a saber que se encontra em “processo de atualização pelo que está temporariamente indisponível”. Mais um episódio na saga do acesso dos cidadãos à informação.
Quarta-feira, 5 de Junho de 2013
Trabalhos Para Férias para os senhores deputados
Ao que parece, os deputados deverão
ter, este ano, umas férias de Verão maiores. Por causa das eleições
autárquicas em Setembro, a reabertura dos trabalhos parlamentares,
normalmente a dia 15, poderá ser adiada. Nas duas últimas eleições
autárquicas (2005 e 2009), o Parlamento não fechou. Antes disso, o
encerramento era a norma. O vice-presidente da bancada do PSD, Luís
Menezes, diz ao Sol que a razão é outra: «Os partidos usam estes
momentos de campanha eleitoral para dar visibilidade aos seus
candidatos que são deputados». Este ano, há muitos deputados que
são candidatos nas autárquicas: até ao momento, são conhecidos
25. (Fonte: Sol)
Tendo em conta a possibilidade de haver
férias grandes no Parlamento, o Má Despesa apresenta já os
Trabalhos Para Férias (TPF) para os senhores deputados. É que há
muita coisa para fazer:
TPF1: Pressionar o Presidente da
República a publicar as contas e ajustes directos.
O Má Despesa denunciou esta situação no ano passado e destacou-a no livro Má Despesa Pública como um
caso de falta de transparência nas contas das instituições
portuguesas. No site da Presidência da República existia desde 2011
uma secção chamada Contratos que nunca teve qualquer informação. Este órgão de soberania chegou a garantir
à TVI24 que a situação iria ser corrigida. Como a
Presidência nunca mostrou interesse em partilhar essa informação,
a secção foi apagada.
TPF2: Descobrir que ONG recebem
dinheiro público
A organização não-governamental
(ONG) Centro Português para a Cooperação foi criada em
1996 de forma a obter financiamentos destinados a projectos de
cooperação que interessassem à empresa Tecnoforma, de Pedro Passos
Coelho. A ONG funcionava na sede daquela empresa de formação
profissional. Este caso, divulgado pelo jornal Público, chamou a
atenção para mais uma zona nebulosa na forma como é gasto o
dinheiro de todos nós. O Má Despesa quis saber quais as
transferências que o Estado, nos seus vários níveis da
administração, fez para as ONG nos últimos anos. Esta informação,
que devia constar numa simples lista, parece não existir de forma
sistematizada. O Má Despesa até escreveu à troika. Sem sucesso.
TPF 3: Exigir a divulgação dos
relatórios da Inspecção-Geral das Finanças
O Ministério das Finanças decidiu
deixar de
publicar os relatórios das acções de inspecção às câmaras
municipais, juntas de freguesia e empresas municipais. Desde
1995 que o acesso aos relatórios completos era livre para qualquer
cidadão. A Inspecção-Geral das Finanças (IGF) vai (?) passar a
publicar no seu site (alguns) resumos de pouco mais de 30 linhas dos
relatórios. E por causa disto, e porque até estamos em ano de
eleições autárquicas, o Má Despesa (na pessoa dos seus autores)
requereu o acesso à consulta dos referidos relatórios, por e-mail
dirigido ao responsável máximo da IGF, o inspector-geral José
Maria Leite Martins. Não chegou qualquer resposta. Os autores foram
à própria IGF tentar aceder aos relatórios. Não passaram da
secretaria mas deixaram outro requerimento. Tinha carácter
“urgente”. Até agora nada.
TPF4: Acabar com o "INATEL" dos senhores
deputados e funcionários
A Associação dos ex-deputados do
parlamento (AEDAR) e o Grupo Desportivo (GP) receberam nos últimos
cinco anos, do orçamento da Assembleia da República, cerca de 286 mil
euros. Este ano, a associação de ex-deputados recebeu 42,5 mil euros
e o grupo desportivo 15,2 mil euros. Um dos eventos organizados pelo
GDP consistiu num torneio de golfe na Quinta da Marinha... (Fonte:I). Depois, na agenda da AEDAR estão actividades como passeios a
Tomar e tertúlias com temas tão pertinentes como "Inovação
Aprende-se" ou "Como conviver com o seu
corpo". Alguém pode explicar porque levam estas duas entidades
com dinheiro que é de todos nós? Não existe já o INATEL para
estes fins, que é também público?
TPF5: Comparar a ementa da Assembleia com a dos parlamentos da Europa do Norte
No Parlamento nacional já se sabe como se come e quanto se paga. Na Escandinávia
também é assim? Os preços praticados têm paralelo com estes? Isto está a pedir a criação de um grupo de
trabalho para analisar a questão. Afinal, tudo pode passar de
demagogia de famélicos.
Terça-feira, 4 de Junho de 2013
Quem recebe pensões vitalícias em Portugal?
O Governo pretende divulgar a
identidade dos beneficiários de habitação social. A proposta em
causa integra um diploma de âmbito mais vasto, que prevê a
publicitação, no site da Inspecção-Geral de
Finanças, do nome dos beneficiários quer de subsídios públicos,
quer de apoios comunitários, avançou o jornal Público. É curioso
verificar a discrepância de critérios consoante a população em
causa. Por exemplo, é impossível ter acesso à lista completa dos políticos e
ex-políticos que recebem de uma pensão vitalícia ou obtiveram um subsídio
de reintegração. A Assembleia da República chegou a pedir à Comissão
Nacional de Protecção de Dados autorização para divulgar essa
informação que foi, entretanto, vedada. “São dados pessoais (até
sensíveis, por relativos à vida privada), não públicos,
constantes de documentos normativos” foi a justificação da CNPD (TugaLeaks). A questão morreu por aí e até agora a Assembleia não
quis mexer neste assunto. O Parlamento podia, por exemplo, aprender com a Caixa
Geral de Aposentações. A lista de novos aposentados é actualizada
todos os meses. Basta clicar aqui.
Nota: A propósito da habitação
social vale a pena ler este texto do Expresso que explica como foram atribuídas 3 mil casas no município de Lisboa, graças a cunhas. O
texto começa assim: “O director do Departamento de Apoio aos
Órgãos Municipais, que integra a presidência da Câmara de Lisboa,
recebeu há 19 anos uma casa cedida pelo então autarca Krus
Abecassis. Há sete anos que não vive lá. Esteve mais de um ano sem
pagar os 95 euros mensais de renda pelo apartamento T1 em Telheiras
e, por isso, o executivo camarário chamou-lhe a atenção.”
Segunda-feira, 3 de Junho de 2013
Em vez de usar meios internos, câmaras contratam fora
“O conjunto das 308 câmaras
municipais portuguesas gasta, em média, 8 mil milhões de euros por
ano, uma boa fatia a contratar fora empresas de jardinagem ou de
limpeza, gabinetes de advogados ou de arquitectos, mesmo quando
existe dentro de casa pessoal técnico para prestar assessoria em
qualquer destas áreas”, relata o jornal I. O primeiro exemplo
concreto apresentado pelo jornal é o da Câmara de Lisboa: “Com
base na informação não actualizada, é possível saber que a
Câmara Municipal de Lisboa, que tem ao seu serviço cerca de 9727
trabalhadores, contratou recentemente serviços externos nas áreas
de monitorização avançada de media e clipping no valor
de 7800 euros”. Este caso tinha já sido divulgado aqui no Má Despesa a 14 de Maio.
Sexta-feira, 31 de Maio de 2013
Mais carros?
A Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública, I. P. (ESPAP) deve ser alheia ao parque automóvel do Estado. Esta semana, lançou concurso público para comprar cinco veículos ligeiros de passageiros por 180.000,00 € (lote n.º1).
Quinta-feira, 30 de Maio de 2013
Sai mais uma casa da cultura
Os nossos leitores bem sabem que as casas da cultura são moda neste país. A freguesia de Milheirós de Poiares (Santa Maria da Feira) também não escapou e os seus 3.830 habitantes vão ter uma casa da cultura pronta a ser inaugurada para as eleições (caso o prazo contratual seja cumprido) pelo "singelo" valor (inicial) de quase 400 mil euros (395.868,17 €).
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