sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Prepare-se para ouvir falar da Douro Generation




A Associação para o Desenvolvimento Douro Generation, financiada pelo programa Portugal2020, começou 2017 a publicar uma série de contratos no portal Base que foram assinados há mais cinco meses. É a primeira vez que a Douro Generation dá sinal de vida no Base. 

A coisa já vai em 422 mil euros e incluiu até concertos com Rodrigo Leão, Shirley King e Richard Galliano, realizados no Verão passado. Outra parte dos contratos está focada em serviços de marketing, com um curioso procedimento de ajuste directo. São convidadas sempre as mesmas três entidades a apresentarem propostas. Os resultados dos vencedores na área de marketing foram distribuídos por essas mesmas três empresas da seguinte forma:

- Iziprogram Unipessoal Lda.: 66.900 euros para o desenvolvimento de um portal;

- Maria Vasconcelos, Marketing Unipessoal, Lda: 110.697 euros para design gráfico, publicidade e relações públicas;

- Treegood Academia; 117 mil euros para fotografia, vídeos e workshops,


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

MDP TV:O submundo do negócio dos manuais escolares patrocinado pelos Governos



"Uma investigação da TVI concluiu que um dos factores que encarece os manuais escolares é a despesa com ações de marketing, promoção e as ofertas que as Editoras fazem e que são proibidas por lei. As ofertas são legalmente proibidas, para não condicionar a escolha dos manuais por parte dos professores.Um negócio de milhões que está na mão de apenas duas editoras e que devia ser regulado e fiscalizado pelo Estado Português, para proteção das famílias." Esta grande reportagem da TVI sobre o obscuro negócio dos manuais escolares vai, certamente, causar-lhe alguns enjoos e, eventualmente, até vai julgar que está a ver algo sobre um qualquer negócio napolitano (reportagem disponível aqui)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O caso de polícia da Associação Industrial do Minho que recebeu a medalha de mérito do município de Braga

António Marques, presidente da Associação Industrial do Minho desde 2002


Recebemos o seguinte alerta de um leitor que tem interesse para todos os cidadãos, inclusive para as instituições europeias:

"A Associação Industrial do Minho - AIMINHO, presidida desde há vários mandatos por António Marques, estará cercada por várias contingências mercê as eventuais ilegalidades praticadas nos últimos anos, mas apesar disso continua a receber e executar fundos públicos e verbas comunitárias....

A verdade é que esta Associação Empresarial, assim como todas as demais associações e empresas em que participa (BICMinho / Oficina da Inovação, S.A.; IEMINHO - Instituto Empresarial do Minho,...) receberam ordem de impedimentodesde inícios de 2015, pela AdC - Agência da Coesão de acederem a fundos comunitários, por graves indícios de fraude na obtenção e desvio de fundos comunitários.

Relembre-se que estas suspeitas tiveram origem em denúncias anónimas, notícias, e de um processo aberto pelo OLAF - Organismo de Luta Anti Fraude da União Europeia, a que se seguiram várias buscas feitas pela PJ e estando a correr no DCIAP - Departamento Central de Investigação e Ação Penal o processo-crime 140/12.3-TELSB contra estas entidades e seus responsáveis e cuja acusação estará para breve, prevendo-se que o pedido de indemnização civil na acusação e que está a ser computado pelos peritos atinja algumas dezenas de milhões de euros, tendo em conta o volume de incentivos comunitários que estas entidades receberam e que estão sob suspeita, além dos ilícitos de fraude fiscal.

Desde as notícias das buscas feitas pela PJ, assim como da deliberação de 30-01-2015, do Conselho Diretivo da AD&C - Agência para o Desenvolvimento de Coesão, I.P. que superintende todos os organismos intermédios de gestão dos fundos comunitários em Portugal, em que nesse documento se refere expressamente "Os factos objeto de investigação serão suficientemente indiciadores da irregularidade das operações em causa...", tendo sido despoletados por esses organismos intermédios pedidos de devolução de fundos, cortes, e suspensão de pagamentos nos projetos em que a AIMNHO estava envolvida.

A esta ação de bloqueio de pagamentos da AD&C a estas entidades, seguiram-se providências cautelares interpostas pela AIMINHO e demais entidades que conseguiram desbloquear essas verbas, tendo em conta que ainda não tinha sido deduzida acusação.

Recorde-se que está em causa a faturação em cascata e cruzada entre a Associação e diversas empresas e Associações participadas, empolando os custos dos projetos em que foram embolsando as comparticipações públicas e comunitárias.

Por outro lado, há vários indícios de ter existido, por parte de entidades terceiras que eram contratadas pela AIMINHO, o recurso para o desenvolvimento destes projetos a recursos humanos da própria AIMINHO, que deste modo não tinham praticamente qualquer custo, apesar de faturarem à AIMINHO e às entidades beneficiárias a totalidade dos valores previstos, e que depois eram imputados aos projetos. De referir ainda, que estes mesmos recursos humanos (técnicos de projetos, consultores, formadores,...) estavam imputados aos projetos diretamente pela própria associação... falsificando assim os registos.

Apesar do volume de dezenas de milhões de euros em projetos executados sob o mandato do ainda presidente da AIMINHO, António Marques, das suspeitas de fraude, e desvio de fundos, a AIMINHO tem dividas a bancos que ultrapassam os 8,0 Milhões de euros, e vê-se a braços com uma execução da CGD que ameaça a sua existência e solvência imediata. No processo 2081/16.6T8VCT, a CGD reclamou da AIMINHO 5.634.968,78 €, sendo promovido pelo Agente de execução João Paulo Amorim, tendo dado entrada e sido distribuído em 09/06/2016, na Secção Cível - J3 de Viana do Castelo - Instância Central.

Esta Associação tem também em curso vários litígios laborais com ex-trabalhadores por incumprimentos diversos, incluindo reclamações de direitos não reconhecidos e/ou não satisfeitos.

Em paralelo estará também em curso um processo de natureza fiscal, tendo em conta o estatuto de Utilidade Pública que a AIMINHO dispõe, pois ao longo dos últimos anos foi feita vária faturação cruzada entre a AIMINHO e as empresas participadas da Associação e participadas do seu Presidente e diretores, de forma a anular os efeitos da sobrefaturação de empolamento de custos dos projetos cofinanciados, que tendo em conta o referido estatuto estaria proibido por lei, uma vez que permite a fuga ao pagamento de IRC. De relevar que se assistiu nos últimos 3 anos a várias liquidações e insolvências de várias destas empresas veículo com o objetivo de permitir a prescrição e caducidade das responsabilidades de fraude fiscal e eventuais reversões para os responsáveis de facto por estas entidades...

Apesar de tudo isto, o Presidente da AIMINHO - António Marques, e nessa condição, conhecido militante social democrata da concelhia de Braga, e afeto a Ricardo Rio - Presidente da autarquia de Braga, recebeu a medalha de mérito da cidade no dia 05 de Dezembro de 2016, por mérito e reconhecimento a serviços prestados.... 

De referir que o próprio Ricardo Rio, enquanto era vereador e líder da oposição ao executivo de Mesquita Machado, foi consultor e formador de vários projetos promovidos por estas entidades...

António Marques é ainda visado no processo de tráfico de influências de Miguel Macedo (ex-ministro e deputado por Braga pelo PSD), cujo julgamento inicia em Lisboa em Janeiro de 2017, relativo a uma escuta telefónica entre ambos, e a factos relativos ao tratamento fiscal em sede de IVA relativo a tratamentos médicos num hospital de Guimarães por cidadãos estrangeiros líbios.

Apesar do cenário de rotura eminente, tanto a AIMINHO, como as demais entidades participadas, viram aprovados no Portugal 2020, várias centenas de milhares de euros de candidaturas aprovadas e em execução (!!), muito à custa da capacidade das influências do Presidente da AIMINHO - António Marques, e seus colegas das demais entidades referidas junto dos  responsáveis dos Organismos públicos e técnicos de análise de candidaturas, incluindo ainda diversos políticos nacionais e eurodeputados...

Relembre-se que o novo regulamento do quadro comunitário Portugal 2020, que regula os fundos comunitários desde 2014 até 2020, prevê expressamente impedir entidades e seus responsáveis de acederem a fundos comunitários desde que tenham sido acusados ou sob os quais haja ações de injunção de recuperação de fundos comunitários.
Será de perguntar, quem foram os últimos beneficiários destes projetos? E para onde foram estas dezenas de milhões de euros? Para quando a acusação e o julgamento?"


Saliente-se, também, que em Novembro de 2016 o Tribunal Colectivo de Braga arquivou o processo que acusava os antigos responsáveis da associação empresarial minhota de crimes de fraude na ordem dos 4,5 milhões de euros. Causa? Erro grosseiro (processual) do Ministério Público. Tudo parece mentira neste caso. 





sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Os últimos meses de Santa Marta de Penaguião



Um leitor do Má Despesa queixou-se do excesso de almoços e jantares promovidos pelo seu município, agravados pelo facto do valor de tais despesas não estarem publicadas no portal Base. “Em Santa Marta de Penaguião nos últimos tempos foram várias as jantaradas, começando: 12/01/2017 - Jantar de Agradecimento aos funcionários e direcções das IPSS's do Concelho: despesa autorizada de 10.500 euros; 06/01/2017 - Jantar do encontro anual de cantadores de janeiras; 10/12/2016 - Almoço de Natal Sénior; almoço de Natal dos funcionários do agrupamento de escolas; jantar de agradecimentos às duas corporações de bombeiros do concelho (com família incluída). Por altura do Natal houve ainda a distribuição de echarpes pelas senhoras, boinas pelos senhores, casacos 'corta-vento' pelas crianças e entrega de postais porta-a-porta. Alguns valores destes eventos podem ser encontrados nas actas da câmara, outros não se encontram em lado nenhum. Regra geral não há concurso nem convites sequer a pelo menos três entidades. Publicação no portal Base então é mentira”, refere o leitor na mensagem que nos enviou. 

O Má Despesa foi confirmar e constatou que portal Base não surge qualquer despesa relacionada. Aliás, entre Novembro e Dezembro, a avaliar pelo Base, a autarquia de Santa Marta de Penaguião não assinou qualquer contrato. No site da autarquia, na secção das actas das reuniões camarárias, encontra-se a referência a uma autorização para um almoço de Natal Sénior com despesa até 15 mil euros e outro para a festa de funcionários da autarquia no valor de 5.500 euros. Outra questão preocupante em termos de transparência e acesso a informação: há seis meses que não é publicada online qualquer acta das reuniões da assembleia municipal. 




















quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Senhores/as do Base, que se passa?



Há vários dias que é não é possível pesquisar no portal Base informação agregada relativa às listas de contratos em que determinada entidade foi adjudicante ou adjudicatária. Desta forma, a actividade de escrutínio dos contratos publicados no portal Base torna-se ineficaz.  

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Provavelmente a festa de Natal mais da cara de uma junta de freguesia



As festas de Natal já passaram, mas vale a pena pesquisar no portal Base os contratos associados a este período. Apesar de não estarem lá todas as despesas das autarquias e entidades públicas com festas, iluminações e foguetes, encontram-se alguns casos surpreendentes. É o caso da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, em Lisboa, que para a “produção técnica e executiva” da Festa de Natal de 2016 gastou 53.150 euros. Até Mickael Carreira foi lá dar um concerto.













sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Prémios Má Despesa Pública 2016



Aqui fica o resumo de 2016 pelos olhos dos autores do blogue Má Despesa Pública. Parabéns aos vencedores



Personalidade do Ano: Diogo Gaspar
Este ano assistimos à detenção de Diogo Gaspar, director do Museu da Presidência da República. O caso é exemplar quanto à forma como é gerido o dinheiro e o património público. É que foram apreendidos pela Polícia Judiciária em casa do director de Diogo Gaspar e de amigos seus móveis antigos, tapeçarias e quadros foram alguns dos objectos do espólio do Museu da Presidência da República. Além disso, soube-se que empresas do ex-director trabalhavam para a própria Presidência da República, sem qualquer controlo. Cereja no topo do bolo: Diogo Gaspar tinha sido condecorado por Jorge Sampaio e Cavaco Silva pelo exercício das suas funções.

Autarquia do Ano: Almada
Foi ano de festa para os lados de Almada e, por essa razão, a autarquia foi presença assídua no Má Despesa. Foi o caso dos 65 smartphones para oferecer numa festa de Natal, as 12 medalhas de ouro, ao preço unitário de 1.800 euros, os 1100 almoços no âmbito das comemorações do Dia da Cidade ou os 800 almoços a propósito do Dia da Mulher.


Entidade Pública do Ano: Banco de Portugal

O Banco de Portugal continua a viver à margem de qualquer problema financeiro. As compras milionárias de automóveis topo de gama continuam, ano após ano, mesmo que realizadas à margem do Código dos Contratos Públicos. Como se não chegasse, a instituição não tem qualquer problema em pagar festas, medalhas ou agendas muito acima das nossas possibilidades. Já que o Banco de Portugal parece ter dificuldades em supervisionar o nosso sistema bancário, será que temos de ir até Frankfurt para que alguém no Banco Central Europeu explique a estes senhores para serem mais regrados?


Boy do Ano: Filho de João Soares na Câmara de Lisboa
A mudança de uma vereadora da Câmara de Lisboa implicou a contratação de, pelo menos, seis pessoas. Entre eles um representante da terceira geração da família do fundador do PS: Mário Barroso Soares


Frase do Ano: “Não gosto de enviar nada para o DIAP porque não sou bufo”, Pedro Santana Lopes, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Em entrevista à revista Sábado, Pedro Santana Lopes, questionado sobre escândalos ou mistérios que encontrou quando chegou à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, como o de um prédio na Avenida José Malhoa (Lisboa) comprado por 32 milhões de euros que apenas vale 14,7 milhões, foi lacónico: "A menos que seja obrigado, não gosto de enviar nada para o DIAP porque não sou bufo".

Compra do Ano: Os faqueiros do Ministério dos Negócios Estrangeiros
A Secretaria-Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros começou 2016 a gastar 74.778,45 euros na “aquisição parcial de faqueiro D. João V para o Protocolo de Estado”. Sublinhe-se o “parcial”, apesar do valor do contrato. Esta é apenas a ponta do icebergue de um emaranhado de colheres, facas e garfos. Em Novembro a mesma entidade pública tinha gasto 16.956,96 euros em um faqueiro para… 36 pessoas. Meses antes, tinha sido a vez de pagar 67.034,45 euros por 15 faqueiros. Uma despesa de cortar à faca.

Portugal No Seu Melhor: Call center de Viseu
Se quiser saber como o dinheiro público anda a financiar call centers de empresas privadas, basta pôr os olhos em Viseu, mais propriamente no Protocolo de Colaboração entre a autarquia e a Randstad, e no Contrato Promessa de Subarrendamento para Fins Não Comerciais. Está em causa a instalação de mais um contact center desenvolvido pela Randstad para a francesa Altice em território nacional. O Má Despesa analisou os documentos e descobriu dados curiosos, nomeadamente ao nível dos benefícios dados pelo município viseense que incluem, por exemplo, a cedência de instalações, o pagamento de rendas (1.800 euros mensais à Universidade Católica) e até de materiais de escritório e de limpeza (cerca de 70 mil euros só nos primeiros meses). Perante exemplos destes, o Má Despesa não sabe se está perante alguma especial capacidade de os municípios atraírem investimento ou ante uma compra-indirecta de postos de trabalho. Em qualquer dos casos, sugerimos um estágio prévio num call center a todos autarcas interessados em financiar projectos destes.

Obra do Ano: Piscina de ondas de Portel
Em Novembro foi republicado o anúncio do concurso público para a recuperação e ampliação da piscina municipal descoberta de Portel, concelho alentejano com pouco mais de 6 mil habitantes. A empreitada, com um custo previsto superior a 1,6 milhões de euros, contempla algumas novidades, entre as quais uma piscina de ondas! O Má Despesa espera receber convite para a inauguração e, caso tal aconteça, garante que leva prancha.

Mistério do Ano: A bolsa atribuída pela Universidade do Porto a um candidato com notas negativas
A Universidade do Porto (UP) atribuiu uma Bolsa Gestão Ciência Tecnologia (BGCT), financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), a um candidato com notas negativas, no âmbito de um concurso recheado de opacidade e curiosidades várias. O concurso público para o Museu da UP decorreu em Maio de 2015 mas o caso só chegou ao conhecimento do Má Despesa em 2016, através do testemunho pormenorizado e exaustivamente documentado de um candidato preterido. Constámos que o candidato seleccionado teve notas negativas na formação académica (8 pontos em 20), no trabalho (5 em 20) e na carta de motivação (4 em 20); apenas a entrevista foi muito boa (35 em 40). De facto, 2/3 da pontuação do candidato seleccionado veio apenas da entrevista. Um verdadeiro mistério.

Zombie do Ano: Placas dr. Miguel Relvas espalhadas pelo país
O Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa considerou nulo o grau de licenciado em Ciência Política atribuído a Miguel Relvas pela Universidade Lusófona. Por isso, as placas de inauguração dos tempos em que o Miguel Relvas era secretário de Estado da Administração Local precisavam de ser corrigidas, uma vez que o “dr.” continua visível. O Má Despesa lançou uma campanha nacional para corrigir essas placas. O jornal Público escreveu até sobre esta iniciativa. No entanto, não conseguimos sensibilizar nenhuma instituição a mudar ou alterar as placas em causa.

Viagem do Ano: Felgueiras em Moçambique
Este ano a autarquia de Felgueiras levou a Moçambique uma delegação municipal, composta por dezassete pessoas, para participar nas comemorações do 57.º aniversário da elevação de Mocímboa da Praia a vila, no âmbito do processo de geminação existente entre a cidade portuguesa e a vila moçambicana. A viagem durou dez dias e o município felgueirense gastou mais de 100 mil euros (69.992,40 € e 33.313,60 €, fora IVA) para participar na festa em Moçambique. Como sempre, não chegou qualquer convite ao e-mail do Má Despesa.

Festa do Ano: Convívio dos reformados do Banco de Portugal
Não há casa como o Banco de Portugal, inclusive se olharmos para a sua lista de reformados onde abundam notáveis da vida política nacional. A instituição continua a mimá-los, garantindo-lhes um “convívio anual”. O encontro dos reformados deste ano custou a módica quantia de 48.700 euros+IVA. Até hoje o Má Despesa ainda não conseguiu descobrir onde e o que se fez nesse dia.

Bom exemplo do ano – personalidade: Marcelo Rebelo de Sousa
Desde 2012 que o Má Despesa alertava os leitores e a Presidência da República para a necessidade de o Palácio de Belém ser transparente nas suas despesas. Sucederam-se os apelos a que os contratos, à semelhança de outras entidades públicas, fossem publicados. A Presidência da República garantiu em 2012 que a situação iria ser corrigida e até o Tribunal de Contas se pronunciou sobre esta matéria. No entanto, nada aconteceu no mandato de Cavaco Silva. Teve de vir um novo Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, corrigir a situação. Os contratos podem ser agora consultados aqui.

Bom exemplo do ano – entidade pública: Município de Paredes de Coura
A autarquia de Paredes de Coura acabou com o fogo-de-artifício nas festas e canalizou as verbas para os bombeiros locais. "Este é um claro sinal de pedagogia e prevenção, ajudando quem mais combate o flagelo dos fogos num gesto de nobre cidadania. É uma questão de sensatez e não se trata de pôr em causa uma tradição", afirmou o presidente da Câmara, Vítor Paulo Pereira, em comunicado de Agosto. O autarca acrescentou: "As tradições também podem mudar ou acabar, se isso significar avanço civilizacional". O edil courense deu assim voz e prática política ao Má Despesa que anda há anos a denunciar as verbas que as autarquias gastam em pirotecnia.






quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Os brindes da junta de Avenidas Novas



A lisboeta freguesia de Avenidas Novas decidiu gastar  7.785,00 € (+IVA) em brindes publicitários. Em primeiro lugar, as entidades públicas não têm qualquer motivo para fazerem publicidade à sua existência, visto que não têm concorrência aos seus serviços. Por outro lado, estamos a falar de uma freguesia que tem tantos problemas sociais que não devia passar pela cabeça dos eleitos locais gastar dinheiro em inutilidades- ou será que eles não se apercebem dos inúmeros concidadãos a viver nas ruas da freguesia?  

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

A junta do Lumiar continua de costas voltadas para a transparência



O alerta vem de mais um leitor:
"A Junta de Freguesia da minha zona de residência (Lumiar) não disponibiliza nem o orçamento deste ano (2016), nem as atas das reuniões do executivo (para além de outros documentos).
Fui ao portal Base ver se o mesmo me esclarecia, mas percebi que desde o início de novembro só um contrato foi publicado. Tinha curiosidade em saber o custo das luzes de natal.
Segundo consta, a Junta foi invadida por militantes do PS, que lá se encontram em regime de prestação de serviços."

O Má Despesa anda, há anos, a denunciar a opacidade das juntas de freguesia do concelho lisboeta. 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Procura uma pista de gelo perto de si? Vá ao portal Base



Já não precisa de ir a Nova Iorque ou a um país nórdico. Uma pesquisa no portal Base é capaz de ser a melhor forma de encontrar a pista de gelo mais perto de si. Publicados até ao momento, estão os contratos das autarquias de Boticas, Paredes, Mogadouro, Castelo de Vide, Almodôvar, Gondomar e Montemor-o-Velho, Anadia, Vila de Conde, Elvas e Leiria, que decidiram presentar os munícipes com pistas de gelo neste período de Natal. Os autores do Má Despesa esperam ter a oportunidade de visitar pista de gelo de Anadia, a mais cara do país até ao momento, e que está orçada em 73.500 euros e que inclui animação.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Câmara de Almada vai oferecer 65 smartphones no Natal!




Não queremos estragar a surpresa, mas a autarquia de Almada vai oferecer 65 smartphones numa festa de Natal. O custo total, via ajuste directo, fica nos 7.377,50 euros. A câmara esteve bem ao convidar três entidades a apresentarem propostas. 



segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Como as autarquias NÃO ouvem os cidadãos



O testemunho que se segue é de um leitor do Má Despesa e demonstra, através de uma situação caricata, a dificuldade que as entidades públicas têm em recolher e dar seguimento a sugestões dos cidadãos. 


«Escrevi para a Câmara Municipal de Beja, pelo Facebook, a incentivar que se mova no sentido de criar condições para que a fábrica da Tesla se possa instalar em Beja. Responderam como quem só trata do buraco da agulha e que se quiser falar de linhas tem de ser para o mail que me enviaram. NÃO FORAM CAPAZES DE REENCAMINHAR O MAIL INTERNAMENTE.
Aqui fica a resposta completa na íntegra.
"Caro Miguel, agradecemos o seu contacto, no entanto a melhor forma de colocar a questão é enviar um email para geral@cm-beja.pt ou contactar através do 284 311 800.
A página oficial da Câmara Municipal de Beja pretende divulgar todos os eventos e notícias do concelho, a nossa cultura, história e património.
Sempre que possível remetemos este tipo de questão ao Executivo, no entanto nem sempre é possível dar resposta a todas as mensagens em tempo útil, pelo que, ao enviar o seu pedido para o contacto geral, este será registado e encaminhado para uma resposta mais rápida. 
Siga-nos no Facebook e saiba tudo o que acontece em Beja."
Respondi: "Nem quero acreditar que perderam tempo a responder para me enviar o endereço de e-mail da câmara para eu escrever para lá. Perdiam menos tempo reencaminhando o meu texto para lá. É por este tipo de atitude que não há desenvolvimento. Façam como quiserem"
Optei na mesma altura por enviar também o mail para o endereço da assembleia municipal. Ainda não obtive resposta.»

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

As aventuras do Banco de Portugal



O Banco de Portugal parece ter tido um Verão recheado de aventuras. Gastou 26.337,92 € +IVA) em serviços de "dinamização de grupos no Pena Aventura Park, no período compreendido entre 30 de Junho e 21 de Agosto deste ano. O Pena Aventura é um parque de actividades lúdicas e desportivas localizado em Ribeira de Pena, distrito de Vila Real. 
Para os contribuintes fica reservado o pagamento das "aventuras" da gestão bancária nacional, cujo regabofe tem passado ao lado da supervisão do Banco de Portugal. 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Grândola gosta de tradições de Natal!



Grândola, vila conhecida do distrito de Setúbal, é sede de concelho com menos de 15 mil habitantes e deve apreciar muito as tradições natalícias, quem diria.  A autarquia não dispensa o "tradicional convívio de Natal dos trabalhadores do município", o qual contempla almoço e lanche para os funcionários. Preço: 8 mil euros (+IVA). Curiosamente, o convívio natalício do ano passado teve o mesmo peso para os contribuintes e foi, igualmente, adjudicado directamente à mesma pessoa singular. 

NB: Incompreensivelmente, o Má Despesa continua sem receber qualquer convite para os convívios das entidades públicas apesar da publicidade feita aos mesmos.